Cuidados para evitar a chikungunya

Por Portal Opinião Pública 20/05/2021 - 14:26 hs
Foto: Divulgação

Há cerca de um mês, escrevi neste mesmo espaço sobre a importância dos cuidados que devemos tomar para evitar a proliferação da dengue, doença transmitida pelo mosquito aedes aegypti e muito perigosa, que não pode ser tratada de maneira superficial. Porém, outra moléstia transmitida pelo aedes aegypti é que tem preocupado cada vez mais: a febre chikungunya.

De acordo com dados da Secretaria Estadual da Saúde, entre janeiro e o início de maio, mais de dois mil casos da doença haviam sido registrados no Estado de São Paulo, número quase dez vezes maior do que os informados no ano passado, sendo que uma das regiões mais afetadas era a da Baixada Santista. E isso deve nos colocar em estado de alerta.

O crescimento no número de casos de chikungunya atesta que, de alguma maneira, os cuidados para evitar a proliferação do aedes aegypti têm falhado, o que pode ocasionar um surto de maiores proporções e que atinja outras regiões do estado, como a capital, a Grande São Paulo e as diferentes áreas interioranas.

Por esse motivo, é necessário repensar nossas ações e verificar se não estamos oferecendo um ambiente propício para que o mosquito se desenvolva e se torne uma ameaça a nós mesmos, a nossa família e vizinhos. Não vamos deixar água parada em nossas casas. Proteja garrafas, pneus, vasos ou qualquer lugar em que ela possa ficar empossada. E busque sempre informar e cobrar que seus familiares e amigos tenham o mesmo tipo de cuidado, pois essa é uma luta de todos.

E se você sentir os sintomas característicos da doença (febre, dor de cabeça e manchas vermelhas pelo corpo, dor e inchaço nas articulações), procure um médico para iniciar o tratamento o mais rápido possível.

Vivemos um período difícil com a Covid-19, mas não podemos abaixar a guarda para outras doenças que podem ser controladas com um pouco mais de esforço.

Dr. Jeferson Silva - Fisioterapeuta